Gosto de ver documentários que falam deste tema. Quer sejam mais científicos ou mais generalistas.
A maioria das questões ligadas à sustentabilidade são tão complexas que é fácil pensarmos que não vale a pena fazermos nada. Pois será sempre pouco face à ação dos países como um todo e das grandes empresas.
Só que não. Se pensarmos assim, ninguém faz nada. E cada vez vamos desperdiçando mais recursos.
Por isso, e porque tenho a certeza que haverá por aí mais pessoas com a mesma preocupação, vou começar a partilhar pequenos gestos que tenho desenvolvido. E também bons exemplos, nomeadamente em Oeiras. Acima de tudo, olhar para o meu dia-a-dia com um olhar mais crítico e procurar alternativas (e comportamentos) mais sustentáveis.
Reduzir plástico – Que desafio!
Um clássico. Desde que comecei a estar mais atenta ao plástico, que ganhei a perfeita noção que é muito mais difícil de reduzir, do que inicialmente pensei. Está em tudo.
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Sacos para reciclagem – são mesmo precisos?
Faço separação do lixo há anos e tenho recipientes para cada tipo de lixo. Mas comprava sacos de plástico para colocar nesses recipientes. Um dia pensei que não fazia muito sentido e deixei de o fazer. No recipiente do papel, coloco diretamente. Quando levo para o contentor da reciclagem, deito para dentro de um saco grande, que despejo no contentor. O saco é um dos que uso para as compras e é reutilizável. Para o plástico, arranjei daqueles sacos em pano com alças (algumas lojas têm, em vez de sacos de papel ou plástico) e coloco no recipiente. É sempre o mesmo e vou-o lavando. Para o vidro, que não é assim tanto, simplesmente vou colocando na bancada da cozinha – quando já são alguns, coloco num saco e levo para o contentor.
- Caixas para guardar comida (as chamadas tupperwares)
Tinha caixas de plástico de todas as formas e feitios. Comecei a substituir as caixas que tinha por outras de vidro, aos poucos. Não o fiz de uma só vez, porque sustentabilidade também é aproveitar o que temos e fazê-lo durar. Simplesmente, quando já não está em condições, não compro outra de plástico. Claro que a tampa continua a ser de plástico, mas temos de começar por algum lado, certo?
- Palhinhas, pratos, copos e talheres – O fim
Felizmente já há alternativas para não termos de passar a noite a lavar pratos e copos, quando recebemos amigos em casa. Já comprei pratos e copos em papel para a festa do mais pequeno. E estou de olho nos talheres em bambu biodegradável. Há anos comprei uma embalagem de palhinhas de plástico que perdura… e pelo andar da carruagem, ainda irá perdurar por muito tempo. Mas foi a última que comprei! E quando o ajuntamento é pequeno, uso a louça e os talheres que tenho em casa.
- Sacos da fruta e legumes – só os necessários
Costumo comprar fruta e legumes numa frutaria perto de casa. Tudo o que consiga, não coloco num saco. 2 courgetes. 3 bananas. 1 couve-flor. Vão do cesto diretamente para a balança, e para o saco reutilizável. Os sacos que trago tento reutilizar para limpar a caixa de areia dos gatos – embora nem sempre seja possível, pois são tão fininhos que se rasgam. Tenho em mente começar a usar sacos reutilizáveis, mas tenho de ver opções – uma delas é fazer uns, com restos de tecido.
- Sacos das lojas – não, obrigado
Ando sempre com um saco de pano na mala, daqueles que se dobram e metem numa bolsa. Tudo o que compro em lojas (fora o supermercado, onde uso sacos grandes reutilizáveis), vai para esse saco. Se não couber, pode ir na mão. E só mesmo se não tenho outra hipótese, é que aceito o saco. Não importa se é em plástico ou papel. É menos um que se gasta. O curioso é que os empregados das lojas por vezes estranham. O que demonstra que muito há a fazer.
- Comprar a granel – uma promessa
Ainda há poucas lojas a vender a granel, embora me pareça que está a crescer. É minha intenção fazê-lo cada vez mais. Mas é preciso que comece a ser uma realidade acessível, pois a maioria das pessoas não tem tempo para ir a várias lojas comprar o que precisa. E isso também não é muito sustentável, diga-se.
E neste tema da sustentabilidade, descobri a Agenda 21 Local. Trata-se de um projeto estratégico da Câmara de Oeiras, que procura concretizar os princípios da sustentabilidade à escala local, em conjunto com diversos parceiros e envolvendo todos os atores da comunidade. O curioso deste projeto é a partilha de situações de vida concretas de habitantes de Oeiras, sob o tema da sustentabilidade. Interessante será saber em que ponto está este projeto – tenho de investigar.