Este fim-de-semana foi passado no campo. Numa aldeia que ninguém conhece, com um nome curioso. É a aldeia onde viveram os meus avós e fica perto de Tomar.
Uma pequena casa de família que serve de refúgio para toda a família.
Fins-de-semana, férias, fins de ano com amigos, aniversários. Tudo um pouco já aconteceu por ali.
A casa é gelada. Por isso, raramente gosto de lá ir no inverno. É preciso andar vestido em casa com mais roupa do que na rua. Sob pena de congelar as extremidades. Para aproveitar a lareira, praticamente temos de nos colocar lá dentro, a tentar absorver o quentinho que se desperdiça pelo ar. Não há wifi e a TV mal dá os canais da TDT.
Mas depois há o ar livre. E um pequeno quintal.
Com figueiras, onde colhemos figos no verão e os comemos diretamente da árvore. E laranjeiras, que dão um toque de pomar improvisado e colorido.
Este fim-de-semana foi isso que fizemos. Agarrámos nos baldes e fomos apanhar laranjas e clementinas. Jogámos à bola de encontro ao velho e ferrugento portão. Fomos passear pelos montes à volta. E, acima de tudo, não fizemos mais nada senão estar uns com os outros.
Imagem de Emre Gencer no Unsplash
