Perdi o barco mas por cá continuo

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Já falei várias vezes da iniciativa de leitura Uma dúzia de livros.

Foi uma ótima forma de manter um ritmo de leitura mas acabei por perder o barco. Primeiro foram uns temas que não me interessaram tanto. E depois livros que escolhi, mas que não me entusiasmaram.

Agora estou a ler Three cups of tea. É a história de um americano que, após uma tentativa desastrosa de escalar o K2, fica perdido e à deriva. As gentes de uma aldeia remota do Paquistão, extremamente pobre, ajudam-no. E ele promete voltar para construir uma escola. O livro conta como ele afinal construiu 55 escolas, em lugares remotos do Paquistão, ao mesmo tempo que os Taliban subiam ao poder.

Three cups of tea

Ainda não tenho uma opinião sobre o livro. Apesar da história ser fascinante, a leitura não está fluida. Ou então sou eu que tenho demasiadas coisas na cabeça e não me concentro.

Este tem sido o maior desafio para mim de há tempos para cá. Como colocar em prática sonhos e ideias. Ao mesmo tempo que trabalho e tenho uma vida pessoal cheia, com um pequenote de 4 anos. Não faço ideia se vou conseguir passar tudo o que sonho para a vida real.

Mas que já tenho saudades de me embrenhar num bom livro, lá isso tenho.

Imagem de Glen Carrie no Unsplash

Da necessidade de parar

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Desde que voltei de férias que tenho andado num ritmo alucinante, que só agora acalma ligeiramente.

Voltei de Marvão quase diretamente para um curso à noite, de 3 semanas.

Que implicou uma logística pessoal e familiar enorme.
No meio de tudo isto, há algo que tem de cair. E, neste caso, foi este cantinhoonline que vou tentando manter vivo.

Mas vou pensando nele. E em vocês, que vão aparecendo por aqui e lendo o que partilho.

Na verdade, criei este espaço num momento de profunda mudança na minha vida. Precisava de criar algo de novo, que me permitisse aprender. E também tirar a minha mente da imensa realidade do que estava a acontecer.

Não queria criar algo muito pessoal, por isso tive a ideia de partilhar o que de bom há na área em que moro. Falando de cafés, restaurantes, jardins, lojas, eventos a acontecer. E como adoro viajar, ir partilhando uma espécie de diário de bordo das viagens que faço.

Neste momento, a realidade pessoal é ainda desafiante, mas bem menos confusa. E não estou certa do caminho que quero para este cantinho.

Mas como (ainda?) não estou preparada para o abandonar, vou estando por aqui. Espero que fiquem por aí também.

Imagem de Tim Goedhart no Unsplash

Mais passeio e trovoada

Logótipo rosa do blog O que acontece em Oeiras fica em OeirasAs nossas férias são de descanso (quase) absoluto. Pelo meio da praia fluvial e piscina, vamos dando uns passeios curtos, para conhecer as redondezas.

Um deles levou-nos às Portas de Rodão.

As Portas de Rodão ficam perto de Vila Velha de Rodão e foram finalistas das 7 maravilhas de Portugal. São uma formação rochosa sobre o rio Tejo, formando a mais estreita passagem em todo o seu curso. Pelo menos foi isso que nos disse o guia do barco que apanhámos. Isso e muito mais.

Esta é a zona onde nidificam grifos – são às dezenas a planar sobre o rio.

São uns bichos bem feios. Mas ao longe são imponentes, com os seus 2 a 3 metros de asas. Têm crias em janeiro e ficam no ninho até conseguirem voar. Nesta altura do ano, é quando se começam a aventurar para fora dele. O que nem sempre corre bem.

Antes do que se vê agora, as portas estavam fechadas. Há milhões de anos atrás.

O rio era mais elevado e, naquele local, havia uma enorme cascata. É por isso que a zona das portas é a mais funda, com mais de 80 metros de profundidade.

Do barco, vê-se também uma pequena torre. Esta terá sido a casa de um rei Visigodo – o rei Wamba.

E Agosto nem se fazia sem uma bela chuvada e trovoada.

Caiu durante a noite e parecia que o céu nos ía cair em cima da cabeça. Se os gauleses aqui estivessem íam ter medo! 🙂

Foi dia para mais passeata. Desta vez rumo a Alter do Chão.

Conhecida por ser berço de uma raça de cavalo lusitano, tudo nesta vila está ligado aos cavalos. Há uma coudelaria às portas da cidade, com visitas guiadas (que ficou para outro dia, pois estava fechada).

Pareceu-nos uma cidade um pouco desertificada, com muitas casas à venda. E com aura de grandeza passada. Há imensas casas senhoriais, um jardim francês e até um pequeno castelo, em plena vila.

Talvez a vila toda estivesse de ressaca, pois perdemos as festas por pouco! Tinham terminado no dia anterior e ainda vimos os restos da festança.

Castelo de Alter do Chão

Alter Chão

Mas o que mais gostámos na vila foi o fator humano.

Uma senhora de uma loja de produtos regionais contou-nos que a filha tinha caracóis como os do P. E correu a mostrar-nos uma fotografia dela, como se fôssemos velhos conhecidos.

Outro senhor perguntou-nos se precisávamos de ajuda. Tinha claramente sede de conversa! Contou-nos que a vila tem história de reis e sua corte, que para ela íam passar férias. Que há uma ponte romana que o IC13 escondeu. E que até existe ainda uma viscondessa na cidade, que vive numa casa apalaçada.

O senhor era muito castiço e simpático. Gostava muito de ler, disse que devorava livros. E que tinha quatro netos, que eram a perdição dele.

Realmente as gentes destas pequenas vilas têm uma genuinidade que se perde nas cidades.

De Alter do Chão demos um salto a Alter Pedroso (uma sugestão do nosso novo amigo). Fica no alto do monte e tem uma torre de vigia. Vale a pena ir porque se vê tudo à volta. É um pouco como Marvão, mas menos bonitinho e mais pequeno.

Cada vez gosto mais deste Alentejo, de dias quentes e gentes calorosas.

Campismo em Marvão

Logótipo rosa do blog O que acontece em Oeiras fica em Oeiraspartilhei que acampo desde pequena. Estive a pensar por onde já acampei e acho que já me posso considerar uma campista profissional.

Em muitos sítios em Portugal.

Na costa alentejana, Algarve, Gerês, Mira.

Mas também em Espanha, França, Noruega, Botswana e Austrália.

Em agosto não costumo gostar tanto de acampar.

Por causa do calor e por os parques estarem cheios. Ou será que não?

Desta vez, rumámos ao norte do Alentejo, à zona de Marvão. Nunca aqui tinha estado e estou maravilhada.

Marvão fica no topo do monte mais alto em quilómetros.

No sopé do monte há uma pequena aldeia chamada Santo António das Areias. Foi aqui que viemos parar, para umas férias de campismo, passeio e descanso.

O parque de campismo Asseiceira é de estrangeiros.

É possivelmente o parque de campismo mais pequeno onde já estive. E é encantador.

Um balneário, uma zona de louça e roupa, uma piscina. Tem oliveiras a fazer sombra e toldos para dar uma ajuda. Tem também umas casinhas para os que gostam de conforto extra.

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Marvão é uma vila construída em cima de um monte.

Tem casinhas brancas bem arranjadas. Museu, posto de turismo, cafés, restaurantes e lojas. E um castelo medieval, com torres e canhões.

A entrada do castelo custa 1,5 eur e só pagam os adultos. E vale a pena, nem que fosse só pela vista. Mas não é só a vista que compensa. Tem jardins arranjados, um pequeno museu e muralhas bem intactas.

Além de Marvão, já fomos a Castelo de Vide.

O castelo é de entrada livre mas não está tão bem arranjado. Vale a pena subir a partir da vila, e são só uns passinhos.

A vila tem um grande largo, muitas igrejas e muitos cafés e restaurantes. Se há coisa que não acontece é passar fome por estas bandas.

Petiscámos no Sol Nascente, um café-restaurante mesmo ao pé do largo.

Tem pratos, petiscos, pastelaria. De tudo portanto. Íamos fisgados nos caracóis mas a enchente do fim-de-semana acabou com eles. Assim tivemos de comer salada de polvo e pica-pau. Regados com sangria fresca. Ainda provámos um doce da zona, boleima de maçã e outra de gila e noz.

Por perto fica também Portagem.

Era onde os mercadores atravessavam, pagando para o fazer. Tem uma ponte romana, feita com as pedras de uma outra, realmente feita pelos romanos.

A ponte leva-nos à margem do rio, que foi arranjada para ser uma praia fluvial. Faz uma espécie de piscina, com água corrente e margens relvadas. Tem imensa sombra e cafés e restaurantes.

Eu adoro o mar.

Mas esta acalmia do interior, com as suas gentes francas, está-me a conquistar.

Conhecer a Rita

Logótipo rosa do blog O que acontece em Oeiras fica em OeirasQuando pensei em dar a conhecer pessoas de Oeiras, pensei em como iria alimentar esta rubrica. Resolvi não me preocupar muito com isso, e deixar as coisas acontecerem. E lá vão acontecendo.

A Rita da Nova é blogger nos tempos livres, partilhando o seu amor pelos livros, comida e viagens.

Rita da Nova, blogger

Criou a iniciativa Uma dúzia de livros, uma espécie de clube de leitura, mas que não dita o livro do mês. Indica um tema e dá possíveis escolhas. Além disso, orienta workshops de escrita criativa, onde desafia curiosos a deixarem-se levar pela arte da escrita. Foi num desses workshops que a conheci pessoalmente.

Já não vive por Oeiras mas viveu uma década na zona e mantém laços afetivos muito fortes por cá. Por isso, achei que valia a pena trazê-la para a conhecerem.

Espero que gostem de conhecer a Rita!

Podem encontrar a Rita online por aqui:

Focus, O italiano

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O verão chama a programas ao ar livre e nem sempre apetece ir até casa almoçar. Um dia destes fomos descobrir um novo restaurante em Oeiras – Focus.

O Focus é um restaurante italiano, ao lado do jardim municipal de Oeiras.

Fica bem perto da estação de comboios e da praia de Santo Amaro de Oeiras, com um jardim mesmo ao lado. O espaço, para quem anda por Oeiras há tempo, é o mesmo da antiga Pizzarella.

No entanto, a Pizzarella não deixou qualquer rasto. Bom, talvez o forno a lenha.

O Focus é totalmente novo – desde a decoração até ao menu.

E a gerência também. É um restaurante italiano, e não uma pizzaria. E isso faz diferença. Mas, para quem fique com medo dos preços, não é caro, optando por pizza.

Foi essa a nossa opção. Uma com queijo fior de latte (o recheio da burrata, para quem conhece) e rúcula, e outra com cogumelos e cebola roxa. A primeira era mais leve e fresca e a segunda tinha sabores mais intensos. Gostei de ambas. A massa é bem fina, por isso não se sai de lá a rebolar.

Antes da pizza, partilhámos focaccia. Cortada aos cubos, vinha barrada com manteiga. E trazia mais duas “manteigas” para barrar, uma de panceta e outra de queijo. A panceta não me agrada (não aquela em particular, não gosto é mesmo), mas a do queijo era ótima.

Para acompanhar, bebemos uma limonada à moda do Focus, em rosa. Não sei bem o que leva, mas estava muito boa.

Já não fomos à sobremesa, por isso não consigo partilhar como são – ficará para uma próxima oportunidade. E de certeza que haverá uma próxima.

Fomos ao Nirvana e gostámos

Logótipo rosa do blog O que acontece em Oeiras fica em OeirasJá tinha ouvido falar dos Nirvana Studios por causa de uns espetáculos do Custom Café. Mas nunca tinha lá ido.

Acabámos por ir lá levar o nosso miúdo a uma festa de anos.

E acabámos por descobrir um espaço bastante diferente e interessante.

Os Nirvana Studios ficam perto de Barcarena, no meio do nada. À volta só há campo e uma estrada militar. São um conjunto de pavilhões com estúdios, cafés, restaurantes e outros negócios. Parece que chegámos ao faroeste. Chamam-lhe um centro cultural alternativo e entende-se porquê.

Os Nirvana Studios são uma comunidade artística fundada pelo Custom Café.

Há espaço para espetáculos de burlesco. Cabaret. Uma casa que anuncia uma dominatrix. E boxes para bandas ensaiarem, sem incomodar ninguém. Há uma Wall of Fame, com assinaturas da Filomena Cautela, D’Zert, João Pedro Pais e muitos outros.

O espaço está cheio de referências à América dos anos 50. Camiões velhos, ambulâncias, espaços a lembrar os velhos saloons. Mas também tem elétricos da Carris a servir de restaurante e bicicletas que formam o pórtico da entrada.

Além de tudo isto, tem o Estúdio 5 – um espaço para festas de crianças. Enorme, com um insuflável gigante, matraquilhos, piscina de bolas e tudo a que os putos têm direito.

Os Nirvana Studios foram uma surpresa agradável. Um dia destes tenho de lá voltar à noite… para ver a magia do circo alternativo.

 

Oeiras acontece… em agosto

Logótipo rosa do blog O que acontece em Oeiras fica em OeirasEsta rubrica destina-se a dar ideias de coisas para fazer no mês seguinte. Coisas que acontecem em Oeiras. Ideias de programas ou passeios. Alguns a custo zero, outros pagos. Em família, a dois, com amigos ou porque não sozinho?

Agosto é supostamente aquele mês em que a cidade fica vazia e todos rumam para outro sítio qualquer. Na verdade, todos rumam à praia e não necessariamente para longe daqui. No entanto, este verão não tem estado fabuloso para praia… por isso podem sempre intercalar com outros programas. Com cheiro a ar livre.

Deixo aqui o meu TOP 3 de sugestões para agosto d’ O que acontece em Oeiras fica em Oeiras

  1. Oeiras é um palco
    Mais um evento de cultura e gratuito. Até ao final de agosto, as artes saem à rua ao fim do dia, aos fins-de-semana. E animam as ruas de Oeiras.
  2. Cinema ao ar livre
    Mais um evento na Fábrica da Pólvora, gratuito, até 31 de agosto. Para os crescidos, o cinema faz-se aos sábados à noite. Para os miúdos, ao domingo de manhã.
  3. Visita Encenada – ‘Histórias em Cena’
    Mais uma oportunidade para ir conhecer o palácio do Marquês de Pombal e os jardins. Esta visita encenada leva-nos pela quinta em pleno século XVIII. Vai acontecer a 24 de agosto, é preciso inscrever, mas é de entrada livre.

Deixo ainda outras ideias de programas, sempre por Oeiras. Bom agosto e boas férias!

Festival Sete Sóis Sete Luas – Fábrica da Pólvora de Barcarena – até 31 agosto. Entrada livre.

Muita música e dança de países pelos quatro cantos do Mundo. E a fábrica vale sempre uma visita. Vejam o programa completo.

Biblioteca na praia – Praia de Paço de Arcos – 9h30-19h (exceto 3ª). Acesso livre.

Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. As bibliotecas municipais de Oeiras juntaram-se e foram à praia. Podem requisitar livros, ler revistas e até requisitar um cartão, para poderem usufruir dos livros durante todo o ano.

Pedes logo a mim que não tenho imaginação nenhuma?! – Auditório Municipal Eunice Muñoz – Até 25 de agosto, 4ªas a sábados às 21h30 | Domingos às 16h00. Entrada paga.

Uma comédia para desenjoar da praia 🙂 Várias caras conhecidas numa produção Dramax Oeiras.

Sinopse

Carlos, João e Pedro são amigos há mais de trinta anos e sempre estiveram juntos nos momentos mais importantes.
Carlos, o noivo, está a poucas horas de casar e de repente fica inseguro e recusa-se a subir ao altar…
Os amigos não conseguem entender o verdadeiro motivo da sua recusa e ficam em choque…
Tentam desesperadamente entender ou melhor descobrir as verdadeiras razões que o levam a recusar o casamento.
Será uma noite de grandes revelações, onde o humor está sempre presente.
E será que os amigos nas poucas horas que faltam para a cerimónia vão conseguir convencer o Carlos a casar? ´
Uma tarefa difícil mas não impossível…

E nunca podem faltar os eventos de sempre!

Vários eventos – Livraria Gatafunho

A Gatafunho tem sempre eventos a acontecer. Há os de todos os domingos. E depois vão tendo umas surpresas.
Para não perderem pitada, acompanhem tudo. E no domingo, há música para bebés, às 10h!

Feira de velharias – Jardins de Paço de Arcos e Algés – Terceiro e quarto domingo do mês. Entrada livre.

Estas feiras acontecem todos os meses e são bem engraçadas. Mesmo que não aprecie o conceito, não vai deixar de se deliciar com as relíquias que aqui se encontram. E é quase a trip down memory lane, para os mais velhos!

Mercado Agrobio – Jardim Municipal de Oeiras – todos os sábados, 9h-14h. Entrada livre.

O biológico está na moda e muitos procuram estas alternativas em lojas especializadas ou nas áreas dedicadas dos supermercados. Esta é a oportunidade de comprar diretamente a produtores bio, ajudando os produtores mais pequenos.
O jardim é bonito e também vale a pena uma visita, por isso é um programa 2 em 1.

Aproveitem o mês de agosto e, até lá, bons programas em Oeiras!

 

Uma carripana em Oeiras

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Continuamos a ir ao encontro do Oeiras é um palco!

Desta vez fomos ao jardim municipal de Paço de Arcos ver um espetáculo de teatro, à roda de um carro. De seu nome Lama Carripana.

São dois atores, cujas personagens se chamam Citroën e Berlingo.

A peça não tem diálogos. Os atores fazem expressões sonoras, mas não falam. É uma peça para crianças, simples e cómica.

Gostei muito dos atores e da dinâmica entre eles e com os espetadores.

Gostei também da preocupação em colocar cadeiras à sombra no jardim, para que as pessoas estivessem confortáveis.

Esta Lama Carripana ainda vai passar pelo jardim de Caxias (4 agosto) e pelo jardim Almirante Gago Coutinho (18 agosto).

Passem por lá, vale a pena!

Imagem de Sofia Marques Ferreira

Fomos a Goa

Logótipo rosa do blog O que acontece em Oeiras fica em OeirasNa mostra gastronómica conhecemos o Comida Goesa by Tessa e gostámos muito. Da senhora (suponho que seja a Tessa) e da comida.

Este fim-de-semana fizemos uma visita ao Comida Goesa by Tessa.

O espaço é relativamente pequeno mas não está demasiado cheio. Tem mesa para cerca de 20 pessoas.

Está pintado em amarelo e laranja, tem muitas figuras da Índia e uma espécie de mapa das descobertas. As cadeiras também são amarelas e os pratos nas mesas têm motivos variados.

Há muita cor, mesmo a lembrar a Índia.

O menu está feito para ir ao encontro do principal medo de muitos portugueses, em restaurantes indianos – o picante!

Por isso, os pratos dividem-se em sem picante, um pouco picante e muito picante.

Começámos com umas chamuças, de carne e vegetarianas. Eu não sou muito de chamuça mas tenho de admitir que estava ótima (comi a vegetariana). Bem sequinha e recheada de legumes. E paparis de farinha de lentilhas, um pão estaladiço com o qual experimentámos vários molhos: um verde, de legumes e coco, muito fresco; um amarelo, um chutney de maçã; o vermelho, não sei de quê, mas muito picante.

Comida Goesa by Tessa

Seguimos com camarão. Comi um cheque-cheque de camarão, com um molho de coco. O do homem tinha um molho vermelho de tamarindo e malagueta. Com arroz basmati, estava delicioso. Comemos num abrir e fechar de olhos e mais houvesse (não porque fosse pouco, mas porque a ida de bicicleta abriu o apetite!).

Para acompanhar fomos para o tradicional, lassi de manga.
Para fechar, tinhamos de experimentar a bebinca, um doce tradicional. Já provei várias e achei sempre muito doce. Esta estava muito equilibrada e era uma delícia.
A cereja no topo do bolo é uma mini mesa de matraquilhos. O meu miúdo já por várias vezes namorou os matrecos mas é muito pequeno e as barras estão mesmo ao nível da cara. Esta é perfeita. Ele até jogou sozinho e vinha a gritar aos pulos quando marcava um golo! 😁

Se não conhecem o Comida Goesa by Tessa, vão lá experimentar.

Depressa. Fica na Rua Costa Pinto, 172, em Paço de Arcos. Em pleno centro histórico.

Vêmo-nos lá?

Imagem de Andrea Leon no Unsplash